
Em depoimento ao gabinete do ministro do STF André Mendonça, o banqueiro Daniel Vorcaro voltou a afirmar que a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) seria um negócio vantajoso. A operação envolveu a compra de R$12,2 bilhões em carteiras consideradas fraudulentas e gerou rombo bilionário no banco público, que ainda não divulgou o balanço do ano anterior.
Vorcaro disse que gostaria de explicar “o que efetivamente aconteceu” e “o tanto que seria benéfico” se a fusão e a integração entre as duas instituições tivessem sido concluídas.
O banqueiro também reclamou da prisão ocorrida em 17 de novembro, logo após anunciar uma suposta solução para o Master: a venda a um consórcio da Fictor com investidores árabes. A Polícia Federal suspeita que a transação tenha sido uma cortina de fumaça para facilitar sua fuga do país.Vorcaro classificou a prisão como “perseguição concorrencial”. Segundo ele, no momento em que avisou que venderia a instituição a terceiros e tentaria “salvar” o banco da pressão que enfrentava, a operação policial teria começado.
Ele afirmou ainda que, um ano antes da Operação Compliance Zero, um concorrente o procurou e disse que ele deveria sair do mercado por não pertencer ao “grupo seleto” de instituições que sobreviveriam. Depois, o mesmo concorrente teria voltado a falar que outros entendiam que o ideal era que Vorcaro fosse “queimado vivo em praça pública”, para mudar as regras e impedir o surgimento de novas instituições.